
O AVARENTO
Marco Aurélio Chagas
Num povoado afastado,
Em uma pequena vila,
Entre montanhas viviam
Pessoas e um abastado.
Era o mais rico de todos.
E de um mau coração.
Despojava aos demais,
De seus bens, em profusão.
Tanta era sua avareza,
E em tudo punha preço,
Conseguia, com certeza,
Ter tudo sem muito apreço.
No lugar também havia
Um moço bom; verdadeira
Alma de Deus, se dizia,
A voz do povo, altaneira.
Certo dia adoeceu
Gravemente aquele avaro,
E o pior aconteceu:
Viu-se em total desamparo.
Prá salvá-lo era preciso,
De sangue, uma transfusão,
E ninguém em são juízo,
Quis lhe dar essa atenção.
O avarento anunciou,
Pelo precioso elemento,
Qualquer preço, em desespero,
Ofertava no momento.
Compreendeu o desolado,
Que o metal não compraria
O que era necessitado.
E que falta lhe faria!
Inteirou-se do incidente
Daquele pobre coitado,
O bom moço, prontamente,
Foi-se ter com o endinheirado.
Comovido o avarento,
Com aquele piedoso gesto,
Ordenou num só momento,
Buscar salvador dileto.
O jovem vinha apressado,
Caminhando pro castelo,
No trajeto foi picado
Por cobra, que flagelo!
E ao seu destino chegar
Relatou o caso passado.
Não foi possível salvar,
Com o sangue envenenado.
O avarento morreu,
E o jovem foi tratado,
E disso que ocorreu,
Cada um faz seu ditado.
2007.
Marco Aurélio Chagas
Num povoado afastado,
Em uma pequena vila,
Entre montanhas viviam
Pessoas e um abastado.
Era o mais rico de todos.
E de um mau coração.
Despojava aos demais,
De seus bens, em profusão.
Tanta era sua avareza,
E em tudo punha preço,
Conseguia, com certeza,
Ter tudo sem muito apreço.
No lugar também havia
Um moço bom; verdadeira
Alma de Deus, se dizia,
A voz do povo, altaneira.
Certo dia adoeceu
Gravemente aquele avaro,
E o pior aconteceu:
Viu-se em total desamparo.
Prá salvá-lo era preciso,
De sangue, uma transfusão,
E ninguém em são juízo,
Quis lhe dar essa atenção.
O avarento anunciou,
Pelo precioso elemento,
Qualquer preço, em desespero,
Ofertava no momento.
Compreendeu o desolado,
Que o metal não compraria
O que era necessitado.
E que falta lhe faria!
Inteirou-se do incidente
Daquele pobre coitado,
O bom moço, prontamente,
Foi-se ter com o endinheirado.
Comovido o avarento,
Com aquele piedoso gesto,
Ordenou num só momento,
Buscar salvador dileto.
O jovem vinha apressado,
Caminhando pro castelo,
No trajeto foi picado
Por cobra, que flagelo!
E ao seu destino chegar
Relatou o caso passado.
Não foi possível salvar,
Com o sangue envenenado.
O avarento morreu,
E o jovem foi tratado,
E disso que ocorreu,
Cada um faz seu ditado.
2007.
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