Meus Livros publicados

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MEUS LIVROS VIRTUAIS E EM PAPEL

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

VIDA CORRIQUEIRA

                               
                   



Parafraseando Rômulo Paes: " A Minha vida é esta, subir Bahia e descer Floresta".

Minha vida corriqueira
É descer Osório Guimarães e 
Guilherme Ferreira.

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

APLICAÇÃO DAS NORMAS TRIBUTÁRIAS NO COTIDIANO EMPRESARIAL

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segunda-feira, 23 de setembro de 2019

A BANDA DE MÚSICA


A BANDA DE MÚSICA

Marco Aurélio Chagas

Chegava a banda ao coreto,
Tocando um lindo dobrado,
A meninada, em fileira,
Ouvia aquilo calada.


No fundo o velho gorducho,
Tocava a tuba – bom...bom...
Os pratos rodopiavam,
Resultando em lindo som.


Dando a cadência da marcha,
O tarol batia forte,
A flauta bem estridente
Suavizava o corte


Que o bumbo intrometido
Soberbo, interferia,
Dando o espaço pro clarim
Equilibrar a harmonia.
***

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

UBERABA ACOLHEDORA



UBERABA ACOLHEDORA



UBERABA ACOLHEDORA

Marco Aurélio Bicalho Chagas


Uberlândia me acolheu
em minha mais tenra idade.
E em Uberaba escolhi
viver a maturidade.

Na terra de minha Mãe
encontrei um bom lugar
que doravante será
o meu novo “doce lar”.

Em companhia de um bem
que me abrigou com carinho,
muito amor e grande afeto.
Assim não estou sozinho.

Desço a Osório Joaquim,
Sigo a Guilherme Ferreira,
ando nela longo trecho,
de segunda a sexta-feira.

Vou direto ao calçadão
vejo um prédio reluzente
e que me chama a atenção.
Ali algo é diferente.

No alto escrito em relevo
Raul Terra Joalheria”,
ali nasceu minha Mãe.
Pra mim intensa alegria.

quando soube desse evento,
por minha Mãe relatado
me emocionei por momento
ao constatar o achado.

***

segunda-feira, 29 de julho de 2019

TROVINHAS EM MINEIRÊS


                                                             TROVINHAS EM MINEIRÊS

                                                                    Marco Aurélio Chagas



Troquei com ele essa enxada
a troco d´outra mió
pra mode vê si funciona
ou então fica pió

Dá o biscoito pra ele!
Senão ele fica aguado
isso acontece dimais.
Pode estar despreocupado.

Zé ocê viu o que chegou,
um caminhão arroiado
de gente inté na buleia,
tava um trem desajeitado.

Ocê viu os bacuris
fizeram uma arruaça.
Cumpadre isso não tem base!
Foi um aranzé sem graça.

De butuca o tempo todo,
O Mané ficou ali,
esperando acontecer
a aparição do Saci.

Nóis cá num vai nessa festa.
Tem ali outra mió,
lá na casa do Bituca.
Quem não for é um bocó!

Zé, que qui cê tá caçano?
- minha garrafa de pinga.
- tá debaixo da caçamba,
perto da mesa da binga.

Juca tá com bonitinha
é um trem de amargá
dá uma coceira danada
é difícil de aguentá

Zezinho pegou cobreiro,
lá pras banda do arrozal.
Ele crama o tempo inteiro.
Sofre que nem animal.

Um dedo de prosa é bão
quando é fé o tempo passa
e a gente nem dá notícia,
ri, papeia e acha graça.

Êta menino custoso!
Tá difícil de aguentá.
E nem a mãe dele guenta.
É um bacuri de amargá.

Seu Zezé não faz desfeita.
Cê num vai tomar o café?
Aproveita e toma um gole
e vai embora de a pé.

Toma cuidado João
ele vai embrulhar ocê
esse sujeito é o diabo
credita em mim pro cê vê!

Ocê é um João grandão
pra passar naquela porta
sô! ocê tem que morgar
e só isso é que importa.

Juquinha cê já tomô,
larga tudo e vai tomá,
o maneco com jaleco,
pras coisa num piorá.

Cume que vai o compadre?
- Lá eu já vou pelejano,
faz dia que estou perrengue,
acho que estou piorano.

Escutou aquele berro?
é o bezerro que sumiu!
Põe sentido, Severino,
bem cedinho ele fugiu.

Contar potoca eu num gosto,
tou dizeno pra ocês,
não jogo conversa fora,
não falo disso outra vez.

Êta que moça bonita!
Na Fé de Deus inda caso
com ela e vou logo embora
e não faço pouco caso.

Passa pra mim o cascaio
pr’eu pagá o Zé da venda,
assim acerto com ele
o pedido da encomenda.

O Zé tava trabaiano
e sofreu um acidente,
chamou a pá no joelho,
caiu e quebrou dois dente.

Na varanda eu sentei
quando um pouco ele chegou,
cumprimentou da porteira
nem do cavalo apiou.

Paulinho roubou pitanga
lá no quintal do Seu Mouro
esse muleque é levado,
tá precisando é de couro!

Quando eu cheguei lá no bar
tava uma inana danada,
cadeira em pandareco
e só garrafa quebrada.

O Zeca é papiateiro,
é um contador de lorota.
Ele sempre conta prosa.
Nossa! que cara marmota!

O quê que ele tá fazendo
lá naquele cafundó?
Fica lá quentando o sol
o di interin que faz dó!

Zé de Fina cria uns porco
disse que é só pra despesa.
Ele não vende, nem troca,
fica lá só de beleza.

João, aumento o seu salário,
disse o seu Pedro da venda,
mas tem que fazer por onde.
Espero que ocê intenda.

                ***