"SEJA FEITA A SUA SUPREMA VONTADE"
Marco Aurélio Chagas
Este é um mantra muito antigo:
"Seja feita a Sua Vontade",
Que transmite a sensação
De paz e felicidade.
Esta é a expressão suprema
Para o ser em toda a idade
Enfrentar com confiança
As grandes dificuldades.
Meus Livros publicados
MEUS LIVROS VIRTUAIS E EM PAPEL
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
DEUS
DEUS
É maior que o Universo.
Marco Aurélio Chagas
Não excomunga ninguém.
Não permite um povo eleito.
Todos são filhos de Deus,
Belo ou feio, de todo jeito.
É tão grande que não cabe,
Em estátua ou numa casa.
É infinito pra quem sabe.
Não precisa que O endeusem
Nem que Nele se acredite.
Conduta honrada é a única
Oração que Ele admite.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A JABUTICABEIRA
A JABUTICABEIRA
Marco Aurélio Chagas
Pergunta um jovem ao idoso,
Que planta é essa, bom velho,
Que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira.
- Quanto tempo ela demora
Pra dar frutos, meu senhor?
- Ah, pelo menos quinze anos.
- Espera o senhor viver
Por todo esse tempo assim?
- Não, certamente, não creio
Que vá viver tanto tempo.
- bom velho, então que vantagem
Irá levar com tudo isso?
- Nenhuma, exceto a vantagem
De bem saber que ninguém
Colheria algum dos frutos
Se todos assim pensassem
Como você, meu rapaz.
Que de todos nós seria
Se não plantássemos hoje
Sementes que servirão
De alimentos amanhã?
Temos que pensar, também,
Nas gerações que virão.
Que as gerações do futuro
Sejam muito mais felizes
Será o prêmio grandioso
A que se possa aspirar.
Marco Aurélio Chagas
Pergunta um jovem ao idoso,
Que planta é essa, bom velho,
Que o senhor está cuidando?
- É uma jabuticabeira.
- Quanto tempo ela demora
Pra dar frutos, meu senhor?
- Ah, pelo menos quinze anos.
- Espera o senhor viver
Por todo esse tempo assim?
- Não, certamente, não creio
Que vá viver tanto tempo.
- bom velho, então que vantagem
Irá levar com tudo isso?
- Nenhuma, exceto a vantagem
De bem saber que ninguém
Colheria algum dos frutos
Se todos assim pensassem
Como você, meu rapaz.
Que de todos nós seria
Se não plantássemos hoje
Sementes que servirão
De alimentos amanhã?
Temos que pensar, também,
Nas gerações que virão.
Que as gerações do futuro
Sejam muito mais felizes
Será o prêmio grandioso
A que se possa aspirar.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
MEU BISAVÔ ME CONTOU...
Leia o poema: MEU BISAVÔ ME CONTOU... publicado no ESCRITA - BIBLIOTECA VIRTUAL. Clique aqui!
MEU BISAVÔ ME CONTOU...
Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
( Leôncio Francisco das Chagas, meu bisavô que viveu em 1800).
OSÓRIO
Cantou a morte de Osório,
foi testemunha ocular,
da abolição dos escravos
e em versos quis registrar:
“Para lavar-te da nódoa
Do cativeiro eis a fonte,
Refletindo no horizonte,
A aurora da liberdade.”
“Exaltou-se fervoroso
O continente do Sul,
Debaixo dum vácuo azul
A brasileira nação;
As aves em seus gorjeios,
Cruzando os ares se adejam,
Alegremente festejam
A glória da abolição.”
*
REPÚBLICA
Testemunhou da República,
a sua proclamação,
e em versos a consagrou
escritos assim estão:
“Foi a sete de setembro,
No festejo Nacional,
Que rebelou-se a esquadra
Contra o governo legal.”
2 de abril de 1894.
*
FIM DO SÉCULO
Presenciou o fim do século;
segundo meu bisavô,
“século de luz e razão”,
cantado assim com louvor:
“Estamos no fim do século
Século de luz e razão;
Transforma-se a imensidade
Em completa exaltação.”
...
“Começava a interrogar:
- que é da nobre monarquia?
- passou-se à democracia,
Governo livre e exemplar.
Ele tornou a perguntar:
- e a nossa escravidão?
- pela lei da abolição
Tornou-se o país feliz.
Por esse fato se diz –
Século de luz e razão.”
6 de agosto de 1894.
*
FLORIANO PEIXOTO
De Floriano Peixoto,
o Marechal Presidente,
falou em versos também,
de forma bem reluzente:
“Dorme em paz na sua pátria, Marechal!
Exemplo de bravura sem igual,
Aspecto de valor.
Ah! perdeu a marinha esse gigante!
A família – o esposo e pai amante!
A pátria – o defensor!
18 de julho de 1895”
*
BELO HORIZONTE
Versejou Belo Horizonte,
com altivez e muito tino,
enobrecendo a cidade
e o belo-horizontino.
Iniciava assim:
“Avante, Belo Horizonte,
Eu te bendigo, Curral,
Não Del Rei mas da república
Florescente – Capital.”
E o refrão:
“Quem namorar o papudo
Jamais deve se queixar,
Volta a cara, fecha os olhos,
Deixa o papo brazonar.”
18 de fevereiro de 1897.
*
INFÂNCIA COM OS PASSARINHOS
Ele cantou sua infância,
em versos com singeleza,
e com sensibilidade
e primaveril beleza.
“Oh! Que saudade que tenho
De minha infância adorada,
Na mente sempre lembrança,
O tempo a levou...sumiu!..
Como entretinha-me, quando
Do Tico-tico eu ouvia
O seu canto que dizia:
“- Inhavi... ti... tiú... tiú...”
Na ponta da gameleira
O pequeno – Bem-tevi,
Gargantea: “- Ziriri.”
Esse volátil finório,
A barriça no valado
Rompe a harmonia do céu:
“-Géco...mongéco.. Léo.. Léo...
Gin... golo...ló ... lorio.”
O colheira empoleirado
Solta o canto que assim diz:
“-Tié... varná ... já ni...jagiz.”
Imitando o Bem-tevi;
A Triága trinitando
Doce harmonia sonora:
“-Fací... narí... nari... angora...
In unzéo?... ti... ti.. ti.. ti.”
O biquinho de latão
Cantando faz escarcéu:
“-Fricocí.... tico.. lium déo.”
Sempre em par alegremente;
No meio dessa harmonia
Eu pequenino me achava,
Com esses pássaros gozava
Essa vida de inocente.
Infância, gozo e alegria,
Que conservo na memória,
Esse conjunto de glória
O tempo tudo levou!...
Como foi pura e risonha
A minha infância de flores
Desses perfumes e olores
Só lembrança me ficou.
*
MINAS E ESPÍRITO SANTO
Minas e Espírito Santo
celebraram uma união,
que meu bisavô-poeta
eternizou na canção:
“Teu prado florecera em todo o manto
Aos raios da manhã
Do dia em que uniste ao Espírito Santo,
A essa boa irmã.
...
Em bando adejando pelos prados,
As aves cantarão
O hino da junção de dois estados
Aos laços da união.”
27 de setembro de 1893.
*
FINANÇAS
Falou até de finanças,
tema não muito poético,
que deixava pasmo o poeta
e chegava a ser patético.
“É o alarma de uma turma desordeira,
Que, se o câmbio o for descendo a zero e nada,
A metrópole ficará indignada,
E teremos bancarrota verdadeira.
Enganai, turma opaca e agoureira,
A nação saíra dessa meada,
Empunhando a bandeira abençoada
Que salvou nossa pátria brasileira.
Não vedes que o Brasil é potentíssimo
Com seu solo criador e fertilíssimo,
E no centro desse solo brilha o ouro?
As riquezas que se estendem por fileiras,
Esmaltando as colinas brasileiras,
Serão, pois, garantias do tesouro!”
***
Biografia:
Advogado especialista nas áreas comercial e tributária. Assessor jurídico da ACMINAS – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE MINAS. Sócio do CUNHA PEREIRA & ABREU CHAGAS – Advogados Associados. Curador Especial nomeado por Juízes Federais e Estaduais. Atua junto aos TRIBUNAIS SUPERIORES. marcoaureliochagas@gmail.com
MEU BISAVÔ ME CONTOU...
Marco Aurélio Bicalho de Abreu Chagas
( Leôncio Francisco das Chagas, meu bisavô que viveu em 1800).
OSÓRIO
Cantou a morte de Osório,
foi testemunha ocular,
da abolição dos escravos
e em versos quis registrar:
“Para lavar-te da nódoa
Do cativeiro eis a fonte,
Refletindo no horizonte,
A aurora da liberdade.”
“Exaltou-se fervoroso
O continente do Sul,
Debaixo dum vácuo azul
A brasileira nação;
As aves em seus gorjeios,
Cruzando os ares se adejam,
Alegremente festejam
A glória da abolição.”
*
REPÚBLICA
Testemunhou da República,
a sua proclamação,
e em versos a consagrou
escritos assim estão:
“Foi a sete de setembro,
No festejo Nacional,
Que rebelou-se a esquadra
Contra o governo legal.”
2 de abril de 1894.
*
FIM DO SÉCULO
Presenciou o fim do século;
segundo meu bisavô,
“século de luz e razão”,
cantado assim com louvor:
“Estamos no fim do século
Século de luz e razão;
Transforma-se a imensidade
Em completa exaltação.”
...
“Começava a interrogar:
- que é da nobre monarquia?
- passou-se à democracia,
Governo livre e exemplar.
Ele tornou a perguntar:
- e a nossa escravidão?
- pela lei da abolição
Tornou-se o país feliz.
Por esse fato se diz –
Século de luz e razão.”
6 de agosto de 1894.
*
FLORIANO PEIXOTO
De Floriano Peixoto,
o Marechal Presidente,
falou em versos também,
de forma bem reluzente:
“Dorme em paz na sua pátria, Marechal!
Exemplo de bravura sem igual,
Aspecto de valor.
Ah! perdeu a marinha esse gigante!
A família – o esposo e pai amante!
A pátria – o defensor!
18 de julho de 1895”
*
BELO HORIZONTE
Versejou Belo Horizonte,
com altivez e muito tino,
enobrecendo a cidade
e o belo-horizontino.
Iniciava assim:
“Avante, Belo Horizonte,
Eu te bendigo, Curral,
Não Del Rei mas da república
Florescente – Capital.”
E o refrão:
“Quem namorar o papudo
Jamais deve se queixar,
Volta a cara, fecha os olhos,
Deixa o papo brazonar.”
18 de fevereiro de 1897.
*
INFÂNCIA COM OS PASSARINHOS
Ele cantou sua infância,
em versos com singeleza,
e com sensibilidade
e primaveril beleza.
“Oh! Que saudade que tenho
De minha infância adorada,
Na mente sempre lembrança,
O tempo a levou...sumiu!..
Como entretinha-me, quando
Do Tico-tico eu ouvia
O seu canto que dizia:
“- Inhavi... ti... tiú... tiú...”
Na ponta da gameleira
O pequeno – Bem-tevi,
Gargantea: “- Ziriri.”
Esse volátil finório,
A barriça no valado
Rompe a harmonia do céu:
“-Géco...mongéco.. Léo.. Léo...
Gin... golo...ló ... lorio.”
O colheira empoleirado
Solta o canto que assim diz:
“-Tié... varná ... já ni...jagiz.”
Imitando o Bem-tevi;
A Triága trinitando
Doce harmonia sonora:
“-Fací... narí... nari... angora...
In unzéo?... ti... ti.. ti.. ti.”
O biquinho de latão
Cantando faz escarcéu:
“-Fricocí.... tico.. lium déo.”
Sempre em par alegremente;
No meio dessa harmonia
Eu pequenino me achava,
Com esses pássaros gozava
Essa vida de inocente.
Infância, gozo e alegria,
Que conservo na memória,
Esse conjunto de glória
O tempo tudo levou!...
Como foi pura e risonha
A minha infância de flores
Desses perfumes e olores
Só lembrança me ficou.
*
MINAS E ESPÍRITO SANTO
Minas e Espírito Santo
celebraram uma união,
que meu bisavô-poeta
eternizou na canção:
“Teu prado florecera em todo o manto
Aos raios da manhã
Do dia em que uniste ao Espírito Santo,
A essa boa irmã.
...
Em bando adejando pelos prados,
As aves cantarão
O hino da junção de dois estados
Aos laços da união.”
27 de setembro de 1893.
*
FINANÇAS
Falou até de finanças,
tema não muito poético,
que deixava pasmo o poeta
e chegava a ser patético.
“É o alarma de uma turma desordeira,
Que, se o câmbio o for descendo a zero e nada,
A metrópole ficará indignada,
E teremos bancarrota verdadeira.
Enganai, turma opaca e agoureira,
A nação saíra dessa meada,
Empunhando a bandeira abençoada
Que salvou nossa pátria brasileira.
Não vedes que o Brasil é potentíssimo
Com seu solo criador e fertilíssimo,
E no centro desse solo brilha o ouro?
As riquezas que se estendem por fileiras,
Esmaltando as colinas brasileiras,
Serão, pois, garantias do tesouro!”
***
Biografia:
Advogado especialista nas áreas comercial e tributária. Assessor jurídico da ACMINAS – ASSOCIAÇÃO COMERCIAL E EMPRESARIAL DE MINAS. Sócio do CUNHA PEREIRA & ABREU CHAGAS – Advogados Associados. Curador Especial nomeado por Juízes Federais e Estaduais. Atua junto aos TRIBUNAIS SUPERIORES. marcoaureliochagas@gmail.com
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Guia do Serro - MG - Brasil: LIVRO "INSTANTES DE MINHA INFÂNCIA" - Lançamento
Guia do Serro - MG - Brasil: LIVRO "INSTANTES DE MINHA INFÂNCIA" - Lançamento: O livro INSTANTES DE MINHA INFÂNCIA, da serrana Maria Elizabeth da Cunha Pereira Dayrell, lançado recentemente, já pode ser encontrado na ...
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
CONFIAR
CONFIAR
Marco Aurélio Chagas
Devemos tudo esperar
da própria capacidade,
confiando em si mesmo;
Real possibilidade.
Marco Aurélio Chagas
Devemos tudo esperar
da própria capacidade,
confiando em si mesmo;
Real possibilidade.
REVISTAS EM QUADRINHO
REVISTAS EM QUADRINHO
Marco Aurélio Chagas
Era fã da LULUZINHA,
O PATETA e ZÉ COLMÉIA
Eram dois bem trapalhões,
Mas eu amava MEMÉIA.
O BOLINHA com o clublinho,
“MENINA NÃO ENTRA”, o máximo!
TIO PATINHAS, avarento,
Não ligava pra o próximo.
Grande mágico, MANDRAKE.
O genial ZÉ CARIOCA.
ZORRO e FANTASMA, os clássicos
TICO e TECO, em sua toca.
O brasileiro SACI
PERERÊ e sua turma,
Do cartunista Ziraldo,
Pra que mineiro não durma.
Afinal TURMA DA MÔNICA
Conquistou grande mercado,
Das revistas em quadrinho,
Desbancando o importado.
***
Marco Aurélio Chagas
Era fã da LULUZINHA,
O PATETA e ZÉ COLMÉIA
Eram dois bem trapalhões,
Mas eu amava MEMÉIA.
O BOLINHA com o clublinho,
“MENINA NÃO ENTRA”, o máximo!
TIO PATINHAS, avarento,
Não ligava pra o próximo.
Grande mágico, MANDRAKE.
O genial ZÉ CARIOCA.
ZORRO e FANTASMA, os clássicos
TICO e TECO, em sua toca.
O brasileiro SACI
PERERÊ e sua turma,
Do cartunista Ziraldo,
Pra que mineiro não durma.
Afinal TURMA DA MÔNICA
Conquistou grande mercado,
Das revistas em quadrinho,
Desbancando o importado.
***
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